GENIVALDO E O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO NATAL

Genivaldo era um garoto que passava as tardes trabalhando como aprendiz de carpinteiro. Na parte da manhã, ele ia à escola, e sempre ouvia a professora dizer à sua mãe que ele era um péssimo aluno. E Genivaldo se entristecia e pensava: “Se eu não puder brincar na escola, não poderei brincar em lugar nenhum!… Por que trabalho tanto naquela oficina de carpintaria e ganho tão pouco?!… O Natal está chegando, e eu sei que a minha mãe não me deixará comprar um brinquedo. O Papai Noel não existe, e o Natal também não deveria existir!…”

Na véspera de Natal, Genivaldo não ficou surpreso quando ouviu sua mãe dizer: “Valdinho, eu reuni o meu salário e o seu e paguei as despesas. Temos que levantar a mão para o céu e agradecer por nos ter sobrado dinheiro para esta refeição farta. No ano que vem, eu prometo que conseguirei fazer sobrar dinheiro para lhe comprar o brinquedo que você desejar.”

Genivaldo pensou em dizer à sua mãe que ela não deveria fazer promessas que não poderia cumprir; mas, em vez disso, ele preferiu se calar e sorriu para não estragar a ceia que ela havia preparado com tanto carinho.

Uma hora depois, ele já estava deitado ruminando aquele pensamento que o entristecia profundamente: “O Papai Noel não existe, e o Natal também não deveria existir!…”

Naquela mesma noite, Genivaldo teve um sonho, que ele guardou na lembrança durante toda a sua vida. Ele sonhou que estava passeando em um imenso jardim, decorado com fontes e estátuas belíssimas. Ao seu lado, caminhava um homem, que lhe perguntou: “Você não gosta do Natal?” Genivaldo respondeu: “Não. O Papai Noel não existe nem mesmo em sonho, e o Natal também não deveria existir!…”

O homem sentou em um banco que parecia feito de cristal e convidou Genivaldo a sentar-se ao lado dele antes de dizer: “O Papai Noel talvez não exista… Mas eu existo, e o Natal precisa continuar existindo para que todos se lembrem do que eu represento.”

Confuso, Genivaldo perguntou: “Quem é você?!… E o que você tem a ver com o Natal?!… Eu pensei que o Natal só existisse para que as pessoas continuassem mentindo para as crianças que é o Papai Noel quem entrega os presentes!… São os pais das crianças que compram os brinquedos!… O meu pai morreu quando eu era pequeno, e a minha mãe é pobre, e eu trabalho e ganho pouco!… Não existe o Natal, e não existe esperança para gente como nós!…”

O homem disse: “A esperança não está à venda. A verdadeira nobreza é um estado de espírito que apenas o amor edifica. Todos somos iguais perante o Pai que nos criou. Eu sou Jesus.”

Quando Genivaldo acordou, sentiu-se renovado, porque ele havia aprendido, através de um sonho singelo e abençoado, o verdadeiro significado do Natal.

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About Sisi Marques

Adoro escrever e amo este blog. As histórias só florescem quando um coração generoso se abre para recebê-las. Quando não há alguém para ouvi-las, elas não desabrocham e morrem na terra do esquecimento. A sua audiência há de transformar este blog num imenso e perfumado jardim. Obrigada.
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