O GAROTO BRIGUENTO E OS EXTRATERRESTRES

Era uma vez um menino briguento.
Ele batia e apanhava, e vivia dizendo:
“Eu chuto, eu bato, eu arrebento…”
O que o pobrezinho não sabia
Era que começara a fazer parte
De um terrível experimento.

Ele era valente e bastante espalhafatoso,
E suas brigas na rua chamaram a atenção
De dois habitantes de outro planeta,
Recém-chegados à Terra.

Um extraterrestre, ao outro, dizia:
“Veja só como os terráqueos são primitivos.
Inteligência, eles não têm para resolver os conflitos.
Se os humanos fossem inteligentes,
Esse garoto, assim, não agiria.”

O outro, pensativo, nada dizia,
Apenas escutava o que o companheiro,
Intrigado, acrescentava às suas considerações:
“Esse garoto é o espécime perfeito
Para nossas experiências e observações.”

E o menino briguento foi capturado.
Para evitar que ele fizesse estardalhaço,
Os extraterrestres, uma pistola
De raio paralisante, utilizaram.

E, das brigas de rua, o garoto briguento,
Que dizia: “Eu chuto, eu bato, eu arrebento…”,
Desde aquele dia, nunca mais participou.

Sisi Marques

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Adoro escrever e amo este blog. As histórias só florescem quando um coração generoso se abre para recebê-las. Quando não há alguém para ouvi-las, elas não desabrocham e morrem na terra do esquecimento. A sua audiência há de transformar este blog num imenso e perfumado jardim. Obrigada.
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