FLÁVIA E DOUGLAS (Capítulo XXV)

Dois dias depois, perto do horário de Flávia sair, Douglas foi vê-la. Flávia disse:

– Fico feliz que tenha vindo. Receava que nunca mais fôssemos nos encontrar.

– Continuamos amigos; lembra-se? Que carinha de tristeza é essa?

– Você rirá de mim se eu lhe disser…

– Aposto que não.

– Eu me arrependi de ter terminado com você. Sentia-me muito mais feliz ao seu lado.

– Por que não me telefonou? Eu teria vindo antes. Posso dar-lhe um abraço? Também senti muito a sua falta.

Ao abraçá-lo, Flávia começou a chorar. Depois, procurando controlar-se, disse:

– Talvez fosse melhor você não ter vindo. O clima entre mim e Lucas já não é dos melhores; se ele ainda o vir aqui… Contudo, eu gostaria tanto que pudéssemos conversar… Sem você, fica tudo ainda mais difícil!…

Flávia havia recomeçado a chorar. Douglas abraçou-a novamente, para confortá-la.

Quando Lucas entrou na sala, Flávia ainda estava abraçada a Douglas, chorando. Douglas, sem soltá-la, desculpou-se:

– Espero que você não se importe, Lucas, por eu estar aqui. Só vim saber como Flávia está passando.

Lucas, procurando disfarçar o constrangimento, disse:

– Sei que se preocupa com ela; não me importo que continuem amigos.

Flávia já havia parado de chorar, e Douglas, depois de se despedir dos dois, retirou-se.

Entristecido, Lucas disse:

– Nunca imaginei que fosse entrar aqui e encontrá-la chorando nos braços de Douglas.

– Ele é meu amigo. Não há mal nenhum. Eu sempre contei a ele os meus problemas.

– Mas, antes ele era seu noivo; agora não é mais. Flávia, tem certeza de que não o ama?

– Gosto muito dele; mas, infelizmente, não é amor.

– Infelizmente?!…

– Foi o que eu disse.

– Sente falta da companhia dele?

– Sinto. É difícil não ter ninguém com quem desabafar.

– Poderia conversar comigo ou com Elaine.

– Não é a mesma coisa. Douglas conhece os meus sentimentos melhor do que eu mesma. Falo mal de você, e ele o defende. Quando digo que desejo me casar com ele para me ver livre de você, ele me aconselha a escutar o que o meu coração diz. Ele sempre me encorajou a continuar lutando pelo nosso amor… Por que está sorrindo?!… Não vejo graça nenhuma no que estou dizendo!…

– Eu não saberia mais viver sem você.

– Nem eu, sem você.

(Não perca, no próximo segmento, o 26º CAPÍTULO da história “FLÁVIA E DOUGLAS”.)

Grata,
Sisi Marques

About Sisi Marques

Adoro escrever e amo este blog. As histórias só florescem quando um coração generoso se abre para recebê-las. Quando não há alguém para ouvi-las, elas não desabrocham e morrem na terra do esquecimento. A sua audiência há de transformar este blog num imenso e perfumado jardim. Obrigada.
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