A FADINHA CONTADORA DE HISTÓRIAS

A FADINHA CONTADORA DE HISTÓRIAS

Era uma vez uma fada que gostava muito dos humanos, e procurava orientá-los a seguir a estrada que não lhes traria dissabores. Contudo, a gentil fadinha não tinha permissão para interferir em suas vidas e, muito menos, revelar sua verdadeira identidade. Ela teve uma ideia: sempre que visse pessoas reunidas, ela se aproximaria para contar-lhes uma história e, no final, entregaria uma rosa a cada uma delas. E a fadinha contadora de histórias passou a ser convidada para participar de vários eventos. E, sempre, ao término de todos eles, ela distribuía uma rosa para cada espectador. Certo dia, uma garotinha, após receber sua rosa, perguntou à fada por que ela tinha esse hábito, e a fada respondeu: “As rosas, que eu ofereço em número reduzido, geralmente mudam de mãos e acabam chegando a um grande número de pessoas. Embora essa rosa seja sua, eu tenho a certeza de que você já está pensando em ofertá-la a alguém que você ama. Talvez a pessoa que a receba de suas mãos também sinta vontade de entregá-la a outro alguém. E, assim, essa rosa alegrará os olhos e o coração de muitas pessoas. O mesmo acontece com as histórias quando são recontadas. Os ouvidos que os meus lábios não conseguirem alcançar receberão os ensinamentos através de outros lábios amorosos.”

Sisi Marques

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TEMA DE TADEU

Tema de Tadeu regravado
Cibele, Cibele, Cibele,
Cibele, Cibele, Cibele…

As ondas do mar
Sussurram o seu nome.
A luz do luar
Me convida a sonhar…

Não há nada mais doce
Do que um beijo seu.
Eu morreria mil vezes
Por esse amor que não é meu.

Sua amizade, Querida,
É luz na escuridão
Dessa tristeza infinita
Que assombra o coração.

Sua felicidade, Querida,
Não busca o meu olhar.
Que Eliel a ame sempre,
É o que devo desejar.

Eu grito o seu nome, chorando.
Eu sofro calado e espero…

Cibele, Cibele, Cibele,
Cibele, Cibele, Cibele…

(Letra de música inspirada no amor que Tadeu devota a Cibele.)

Tadeu, Cibele e Eliel são personagens da história “Realidade Mágica”.
Tadeu e Cibele são amigos inseparáveis.
Eliel é um elfo em busca do verdadeiro amor. E ele descobre que só poderá encontrá-lo no olhar de Cibele.

 

Obs.: Se você clicar no link “Tema de Tadeu”,  poderá ter uma ideia do ritmo da música. E            se você clicar na categoria CANÇÕES DE TADEU,  encontrará mais  músicas                          inspiradas no amor que Tadeu devota a Cibele.

 

Sisi Marques
03/06/2013

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TEMA DE FELIZARDO

Tema de Felizardo
Amo histórias,
E delas me alimento.
De tanto contá-las,
Acabei, em uma delas, me envolvendo.

Sou um contador de histórias,
Imerso na fantasia
Dessa realidade mágica,
Onde o amor é feito de poesia.

Amo histórias,
E delas me alimento.
De tanto contá-las,
Acabei, em uma delas, me envolvendo.

A magia do amor,
A contar histórias, me convida.
No olhar de cada espectador,
A vivacidade de criança ainda brilha.

Amo histórias,
E delas me alimento.
De tanto contá-las,
Acabei, em uma delas, me envolvendo.

Vivo uma bela história.
Mas não posso contá-la,
Porque, a confiança dos amigos,
Não desejo trair.

Amo histórias,
E delas me alimento.
De tanto contá-las,
Acabei, em uma delas, me envolvendo.

Hoje acredito
Que, por trás de toda história,
Existe uma realidade mágica
Que não pode ser revelada.

Amo histórias,
E delas me alimento.
De tanto contá-las,
Acabei, em uma delas, me envolvendo.

Sisi Marques
02/06/2013

 

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TEMA DE ELIEL

Tema de Eliel
Eu pensei que conhecesse o amor,
Mas me surpreendi
Quando mergulhei
Na meiguice do seu olhar.

Compreendi, desde aquele momento,
Que você, somente você, poderia
Ser o meu verdadeiro amor.

O meu coração se desmancha em poesia,
E me diz que, se você me deixasse,
Eu certamente, de amor, morreria.

Diante da eterna amizade
Que você insiste em devotar a Tadeu,
O meu ciúme se curva
Para não perder o seu amor.

Eu pensei que conhecesse o amor,
Mas me surpreendi
Quando mergulhei
Na meiguice do seu olhar.

O meu coração se desmancha em poesia,
E me diz que, se você me deixasse,
Eu certamente, de amor, morreria.

Sisi Marques
26/05/2013

A canção “Tema de Eliel” foi inspirada no amor que Eliel nutre por Cibele.
Eliel, Cibele e Tadeu são personagens da história “Realidade Mágica”.

Obs.: Se você clicar no link “Tema de Eliel”, poderá ter uma ideia do ritmo da música.

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TEMA DE CIBELE

Tema de Cibele
Sem o amor de Eliel, eu não vivo.
Sem a amizade de Tadeu, não posso sorrir.
Um coração a Tadeu eu daria,
Se eu tivesse dois corações.

O meu coração a Eliel pertence.
Mas, quando mergulho nos olhos de Tadeu,
A chama do amor, que se extinguiu
Antes de se concretizar, reacende.

Sem o amor de Eliel, eu não vivo.
Sem a amizade de Tadeu, não posso sorrir.
Um coração a Tadeu eu daria,
Se eu tivesse dois corações.

Tadeu, meu eterno amigo,
A sua felicidade a mim não pertence.
Eliel, meu eterno amor,
A minha felicidade repousa no seu olhar.

Sem o amor de Eliel, eu não vivo.
Sem a amizade de Tadeu, não posso sorrir.
Um coração a Tadeu eu daria,
Se eu tivesse dois corações.

O meu coração a Eliel pertence,
Mas a chama de amor, que se inflama
Nos olhos de Tadeu, ainda me faz suspirar!

Eu acalento esse amor que não posso aceitar.
Se eu entregasse o meu coração a Tadeu,
O meu coração não hesitaria em me abandonar.

Sem o amor de Eliel, eu não vivo.
Sem a amizade de Tadeu, não posso sorrir.
Um coração a Tadeu eu daria,
Se eu tivesse dois corações.

Sisi Marques
29/05/2013

(Canção inspirada no amor que Cibele devota a Eliel, e na amizade que ela acalenta por Tadeu. Cibele, Eliel e Tadeu são personagens da história “Realidade Mágica”.)

Obs.: Se você clicar no link “Tema de Cibele”, poderá ter uma ideia do ritmo da canção.

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AMOR EM FORMA DE ESTRELA

Amor em Forma de Estrela
Qual é o seu sonho?
O meu, não vou lhe contar,
Porque você pode vê-lo
No brilho do meu olhar.

Um sonho não é uma miragem,
Não é um castelo de areia…
Um sonho não é uma bobagem…
É amor em forma de estrela.

A luz do meu sonho é singela.
Só o meu coração pode vê-la.
Mas, quando a esperança me abraça,
Até o meu olhar se incendeia.

Um sonho não é uma miragem,
Não é um castelo de areia…
Um sonho não é uma bobagem…
É amor em forma de estrela.

Sisi Marques
29/05/2013

Obs.: Se você clicar no link “Amor em Forma de Estrela”, poderá ter uma ideia do ritmo da canção.

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O ELFO AZUL E O LAGO ENCANTADO

Elfo Azul Sisi

O Elfo Azul, guardião do lago que repousava no coração da floresta das árvores reluzentes, não conseguia desprender os olhos das águas turvas do lago. Ele sentia que algo estava errado!… Ele precisava mergulhar naquelas águas traiçoeiras para descobrir o que havia se escondido em suas profundezas. Ele hesitava, porque temia ser aprisionado pelas algas gigantes. Ele levantou e começou a se afastar da margem do lago, mas a intuição, forte demais para ser abandonada, o obrigou a voltar e fazer o que precisava ser feito: mergulhar em direção a um destino incerto.

Imerso naquele líquido viscoso, embora ele conseguisse manter os olhos abertos, ele sabia que não deveria confiar no que eles lhe mostravam: havia uma mulher belíssima tentando se desvencilhar das algas que a prendiam como se fossem poderosas correntes. O Elfo Azul pensou: “A jovem não é real. As algas estão criando essa ilusão apenas para me atrair.”

O olhar da jovem, no entanto, fazia com que ele se esquecesse do perigo e começasse a desejar que ela realmente estivesse ali para que ele pudesse salvá-la. Embora ele nunca a tivesse visto, ele teve a impressão de que sempre desejara conhecê-la. Ele já estava se aproximando da jovem quando lembrou que o lago era encantado. Ele recuou, mas a atração que aquele olhar exercia sobre ele era mais forte do que o seu desejo de permanecer livre.

Fosse a jovem real ou não, ele a amava e precisava libertá-la. Ele sabia que aquele desatino seria o seu fim. Pensou ainda em resistir e abandonar o lago, mas de que adiantaria continuar vivendo livre na floresta, se continuaria acorrentado à lembrança daquele olhar que fez aqueles poucos minutos valerem mais do que os séculos que ele já havia vivido?!…

Revestindo-se de coragem, o Elfo Azul se aproximou da jovem esperando pelo pior, mas surpreendeu-se quando as algas a libertaram. Acreditando ter sido traído, ele murmurou: “Fui tolo em não desconfiar de você!… Apesar disso, prefiro ser seu escravo a passar a eternidade acorrentado pelas algas.”

O coração do Elfo Azul revestiu-se de esperança quando a jovem respondeu: “Eu não o traí… Eu apenas precisava saber se o seu amor seria forte o bastante para convencê-lo a aceitar viver parte de sua vida no fundo deste lago. Eu sou uma sereia, e sereias não passeiam pela floresta. O amor uniu os nossos corações, e nada poderá separá-los.”

 

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O CARNAVAL DO REENCONTRO

Lina era uma fada que acreditava no amor e havia entregado o seu coração a Marcel, um jovem elfo. Mas o senhor dos destinos os separou, porque eles se devotaram única e exclusivamente ao amor que sentiam e se esqueceram de suas responsabilidades em relação aos lugares paradisíacos que juraram proteger.

Obedecendo ao comando do senhor dos destinos, os ventos sopraram e provocaram uma tormenta. Lina e Marcel foram surpreendidos pela tempestade e não tiveram tempo de buscar refúgio. Eles se abraçaram para evitarem a separação, mas a força dos ventos era terrível e os elevou ao céu. O afetuoso abraço foi rompido, quando cada um deles se viu preso em um redemoinho, e foram conduzidos para direções opostas. Enquanto eles se afastavam, com os braços estendidos e a visão embaçada pelas lágrimas, eles ouviram o som de uma voz que estrondava no ar: “Lina e Marcel, a sua insensatez os afastou de seus destinos e os conduzirá a caminhos tortuosos. É verdade: o que vocês chamam de amor, eu rotulo de insensatez. Eu não posso forçá-los a recobrarem a razão, mas posso evitar que se reencontrem. Contudo, se a teimosia de vocês for maior do que a prudência, apenas no mundo dos humanos vocês poderão se unir novamente.”

Anos e anos se passaram, e a saudade dilacerava aqueles dois corações apaixonados. Era sempre a mesma pergunta que os assombrava: “Como poderemos nos reencontrar no mundo dos humanos, se eles se assustariam com a nossa presença?!” Certo dia, porém, Lina teve a oportunidade de se aproximar de um local onde as pessoas se vestiam com roupas extravagantes e coloridas. Era carnaval. Os rostos se escondiam atrás de máscaras, e a alegria parecia substituir a estranheza. Lina pensou: “Estão todos se divertindo tanto que nem terão tempo de notar a minha presença.”

Lina encorajou-se a entrar no salão onde as pessoas fantasiadas cantavam e dançavam alegremente. O coração de Lina disparou quando os seus olhos esbarraram em um elfo solitário que também tivera a ideia de se reunir àquela multidão. Lina sorriu e foi ao encontro de Marcel.

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O CARNAVAL DO LIXO

Carnaval do Lixo Sisi

O proprietário do circo, que ficava instalado no centro de um grande terreno localizado ao lado da praça, orgulhava-se dos glamorosos desfiles que ele organizava para o carnaval.

Apenas os animais permaneciam no circo nessa data. O dono do circo, elegantemente vestido, caminhava na frente, acompanhado dos artistas, dos funcionários e da banda, nada afinada, mas impecavelmente uniformizada.

Os foliões se aglomeravam para assistir àquele espetáculo que lhes era oferecido gratuitamente, em agradecimento à acolhida e à audiência que o circo sempre recebera.

O desfile do circo já havia se tornado uma tradição, e ninguém conseguiria imaginar o carnaval sem a beleza, a alegria e a descontração que aquele grupo proporcionava. Mas houve um ano em que os habitantes daquela cidade ficaram profundamente descontentes com a “brincadeira de mau gosto” que presenciaram. O dono do circo havia se fantasiado de palhaço e trazia um tubo de papelão ao redor de seu corpo, simbolizando uma lata de lixo. Os artistas e funcionários também caminhavam como se estivessem dentro de uma lata de lixo, usando fantasias que causaram nojo até mesmo nas crianças. Os homens se vestiram de rato, e as mulheres de barata. A banda também não parecia a mesma de outros carnavais: o maestro e os músicos dispensaram os uniformes e vestiram-se com roupas velhas, sujas e rasgadas. As alegres marchinhas de carnaval também foram substituídas por marchas fúnebres.

A indignação apoderou-se de várias pessoas, gerando vaias e gritos de protesto. Na metade do trajeto, o dono do circo interrompeu o desfile e fez um sinal para que todos ouvissem o que ele tinha a dizer: “Cidadãos de Ruas Limpas, aposto que vocês sentem orgulho do nome de sua cidade!… As ruas desta cidade, realmente, causariam inveja às cidades vizinhas!… Infelizmente, eu e os funcionários do meu circo não podemos nos orgulhar do espaço ao redor do nosso local de trabalho, porque é lá que vocês depositam o seu lixo, e nós, atualmente, estamos sendo forçados a conviver com ratos e baratas!… Se o espetáculo que presenciaram hoje ofendeu sua visão, conscientizem-se da necessidade de não jogarem o seu lixo na propriedade dos outros para que, no próximo ano, possamos lhes oferecer uma apresentação mais agradável.”

Quando o dono do circo encerrou o seu discurso, ele e sua equipe não se dirigiram à praça para se divertirem com os foliões. Em vez disso, eles retornaram ao circo. No carnaval do ano seguinte e em todos os carnavais depois daquele, os desfiles planejados para os habitantes de Ruas Limpas voltaram a ser glamorosos e inesquecíveis.

Carnaval do Lixo 2 Sisi

 

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GENIVALDO E O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO NATAL

Genivaldo era um garoto que passava as tardes trabalhando como aprendiz de carpinteiro. Na parte da manhã, ele ia à escola, e sempre ouvia a professora dizer à sua mãe que ele era um péssimo aluno. E Genivaldo se entristecia e pensava: “Se eu não puder brincar na escola, não poderei brincar em lugar nenhum!… Por que trabalho tanto naquela oficina de carpintaria e ganho tão pouco?!… O Natal está chegando, e eu sei que a minha mãe não me deixará comprar um brinquedo. O Papai Noel não existe, e o Natal também não deveria existir!…”

Na véspera de Natal, Genivaldo não ficou surpreso quando ouviu sua mãe dizer: “Valdinho, eu reuni o meu salário e o seu e paguei as despesas. Temos que levantar a mão para o céu e agradecer por nos ter sobrado dinheiro para esta refeição farta. No ano que vem, eu prometo que conseguirei fazer sobrar dinheiro para lhe comprar o brinquedo que você desejar.”

Genivaldo pensou em dizer à sua mãe que ela não deveria fazer promessas que não poderia cumprir; mas, em vez disso, ele preferiu se calar e sorriu para não estragar a ceia que ela havia preparado com tanto carinho.

Uma hora depois, ele já estava deitado ruminando aquele pensamento que o entristecia profundamente: “O Papai Noel não existe, e o Natal também não deveria existir!…”

Naquela mesma noite, Genivaldo teve um sonho, que ele guardou na lembrança durante toda a sua vida. Ele sonhou que estava passeando em um imenso jardim, decorado com fontes e estátuas belíssimas. Ao seu lado, caminhava um homem, que lhe perguntou: “Você não gosta do Natal?” Genivaldo respondeu: “Não. O Papai Noel não existe nem mesmo em sonho, e o Natal também não deveria existir!…”

O homem sentou em um banco que parecia feito de cristal e convidou Genivaldo a sentar-se ao lado dele antes de dizer: “O Papai Noel talvez não exista… Mas eu existo, e o Natal precisa continuar existindo para que todos se lembrem do que eu represento.”

Confuso, Genivaldo perguntou: “Quem é você?!… E o que você tem a ver com o Natal?!… Eu pensei que o Natal só existisse para que as pessoas continuassem mentindo para as crianças que é o Papai Noel quem entrega os presentes!… São os pais das crianças que compram os brinquedos!… O meu pai morreu quando eu era pequeno, e a minha mãe é pobre, e eu trabalho e ganho pouco!… Não existe o Natal, e não existe esperança para gente como nós!…”

O homem disse: “A esperança não está à venda. A verdadeira nobreza é um estado de espírito que apenas o amor edifica. Todos somos iguais perante o Pai que nos criou. Eu sou Jesus.”

Quando Genivaldo acordou, sentiu-se renovado, porque ele havia aprendido, através de um sonho singelo e abençoado, o verdadeiro significado do Natal.

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