O ELFO AZUL E O LAGO ENCANTADO

Elfo Azul Sisi

O Elfo Azul, guardião do lago que repousava no coração da floresta das árvores reluzentes, não conseguia desprender os olhos das águas turvas do lago. Ele sentia que algo estava errado!… Ele precisava mergulhar naquelas águas traiçoeiras para descobrir o que havia se escondido em suas profundezas. Ele hesitava, porque temia ser aprisionado pelas algas gigantes. Ele levantou e começou a se afastar da margem do lago, mas a intuição, forte demais para ser abandonada, o obrigou a voltar e fazer o que precisava ser feito: mergulhar em direção a um destino incerto.

Imerso naquele líquido viscoso, embora ele conseguisse manter os olhos abertos, ele sabia que não deveria confiar no que eles lhe mostravam: havia uma mulher belíssima tentando se desvencilhar das algas que a prendiam como se fossem poderosas correntes. O Elfo Azul pensou: “A jovem não é real. As algas estão criando essa ilusão apenas para me atrair.”

O olhar da jovem, no entanto, fazia com que ele se esquecesse do perigo e começasse a desejar que ela realmente estivesse ali para que ele pudesse salvá-la. Embora ele nunca a tivesse visto, ele teve a impressão de que sempre desejara conhecê-la. Ele já estava se aproximando da jovem quando lembrou que o lago era encantado. Ele recuou, mas a atração que aquele olhar exercia sobre ele era mais forte do que o seu desejo de permanecer livre.

Fosse a jovem real ou não, ele a amava e precisava libertá-la. Ele sabia que aquele desatino seria o seu fim. Pensou ainda em resistir e abandonar o lago, mas de que adiantaria continuar vivendo livre na floresta, se continuaria acorrentado à lembrança daquele olhar que fez aqueles poucos minutos valerem mais do que os séculos que ele já havia vivido?!…

Revestindo-se de coragem, o Elfo Azul se aproximou da jovem esperando pelo pior, mas surpreendeu-se quando as algas a libertaram. Acreditando ter sido traído, ele murmurou: “Fui tolo em não desconfiar de você!… Apesar disso, prefiro ser seu escravo a passar a eternidade acorrentado pelas algas.”

O coração do Elfo Azul revestiu-se de esperança quando a jovem respondeu: “Eu não o traí… Eu apenas precisava saber se o seu amor seria forte o bastante para convencê-lo a aceitar viver parte de sua vida no fundo deste lago. Eu sou uma sereia, e sereias não passeiam pela floresta. O amor uniu os nossos corações, e nada poderá separá-los.”

 

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LIVRO 1 – REALIDADE MÁGICA (4ª Parte)

Cibele Perfil

LIVRO 1 – REALIDADE MÁGICA (4ª Parte): CIBELE

 

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LIVRO 1 – REALIDADE MÁGICA (3ª Parte)

C Felizardo

LIVRO 1 – REALIDADE MÁGICA (3ª Parte): ENCONTROS E REENCONTROS

 

 

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O CARNAVAL DO REENCONTRO

Lina era uma fada que acreditava no amor e havia entregado o seu coração a Marcel, um jovem elfo. Mas o senhor dos destinos os separou, porque eles se devotaram única e exclusivamente ao amor que sentiam e se esqueceram de suas responsabilidades em relação aos lugares paradisíacos que juraram proteger.

Obedecendo ao comando do senhor dos destinos, os ventos sopraram e provocaram uma tormenta. Lina e Marcel foram surpreendidos pela tempestade e não tiveram tempo de buscar refúgio. Eles se abraçaram para evitarem a separação, mas a força dos ventos era terrível e os elevou ao céu. O afetuoso abraço foi rompido, quando cada um deles se viu preso em um redemoinho, e foram conduzidos para direções opostas. Enquanto eles se afastavam, com os braços estendidos e a visão embaçada pelas lágrimas, eles ouviram o som de uma voz que estrondava no ar: “Lina e Marcel, a sua insensatez os afastou de seus destinos e os conduzirá a caminhos tortuosos. É verdade: o que vocês chamam de amor, eu rotulo de insensatez. Eu não posso forçá-los a recobrarem a razão, mas posso evitar que se reencontrem. Contudo, se a teimosia de vocês for maior do que a prudência, apenas no mundo dos humanos vocês poderão se unir novamente.”

Anos e anos se passaram, e a saudade dilacerava aqueles dois corações apaixonados. Era sempre a mesma pergunta que os assombrava: “Como poderemos nos reencontrar no mundo dos humanos, se eles se assustariam com a nossa presença?!” Certo dia, porém, Lina teve a oportunidade de se aproximar de um local onde as pessoas se vestiam com roupas extravagantes e coloridas. Era carnaval. Os rostos se escondiam atrás de máscaras, e a alegria parecia substituir a estranheza. Lina pensou: “Estão todos se divertindo tanto que nem terão tempo de notar a minha presença.”

Lina encorajou-se a entrar no salão onde as pessoas fantasiadas cantavam e dançavam alegremente. O coração de Lina disparou quando os seus olhos esbarraram em um elfo solitário que também tivera a ideia de se reunir àquela multidão. Lina sorriu e foi ao encontro de Marcel.

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LIVRO 1 – REALIDADE MÁGICA (2ª Parte)

R Eliel

LIVRO 1 – REALIDADE MÁGICA (2ª Parte): O MÁGICO

 

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LIVRO 1 – REALIDADE MÁGICA (1ª Parte)

R FelizardoREALIDADE MÁGICA LIVRO 1

Queridos Leitores,

Aqui estão os links que os conduzirão à 1ª Parte (O CONTADOR DE HISTÓRIAS):

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O CARNAVAL DO LIXO

Carnaval do Lixo Sisi

O proprietário do circo, que ficava instalado no centro de um grande terreno localizado ao lado da praça, orgulhava-se dos glamorosos desfiles que ele organizava para o carnaval.

Apenas os animais permaneciam no circo nessa data. O dono do circo, elegantemente vestido, caminhava na frente, acompanhado dos artistas, dos funcionários e da banda, nada afinada, mas impecavelmente uniformizada.

Os foliões se aglomeravam para assistir àquele espetáculo que lhes era oferecido gratuitamente, em agradecimento à acolhida e à audiência que o circo sempre recebera.

O desfile do circo já havia se tornado uma tradição, e ninguém conseguiria imaginar o carnaval sem a beleza, a alegria e a descontração que aquele grupo proporcionava. Mas houve um ano em que os habitantes daquela cidade ficaram profundamente descontentes com a “brincadeira de mau gosto” que presenciaram. O dono do circo havia se fantasiado de palhaço e trazia um tubo de papelão ao redor de seu corpo, simbolizando uma lata de lixo. Os artistas e funcionários também caminhavam como se estivessem dentro de uma lata de lixo, usando fantasias que causaram nojo até mesmo nas crianças. Os homens se vestiram de rato, e as mulheres de barata. A banda também não parecia a mesma de outros carnavais: o maestro e os músicos dispensaram os uniformes e vestiram-se com roupas velhas, sujas e rasgadas. As alegres marchinhas de carnaval também foram substituídas por marchas fúnebres.

A indignação apoderou-se de várias pessoas, gerando vaias e gritos de protesto. Na metade do trajeto, o dono do circo interrompeu o desfile e fez um sinal para que todos ouvissem o que ele tinha a dizer: “Cidadãos de Ruas Limpas, aposto que vocês sentem orgulho do nome de sua cidade!… As ruas desta cidade, realmente, causariam inveja às cidades vizinhas!… Infelizmente, eu e os funcionários do meu circo não podemos nos orgulhar do espaço ao redor do nosso local de trabalho, porque é lá que vocês depositam o seu lixo, e nós, atualmente, estamos sendo forçados a conviver com ratos e baratas!… Se o espetáculo que presenciaram hoje ofendeu sua visão, conscientizem-se da necessidade de não jogarem o seu lixo na propriedade dos outros para que, no próximo ano, possamos lhes oferecer uma apresentação mais agradável.”

Quando o dono do circo encerrou o seu discurso, ele e sua equipe não se dirigiram à praça para se divertirem com os foliões. Em vez disso, eles retornaram ao circo. No carnaval do ano seguinte e em todos os carnavais depois daquele, os desfiles planejados para os habitantes de Ruas Limpas voltaram a ser glamorosos e inesquecíveis.

Carnaval do Lixo 2 Sisi

 

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GENIVALDO E O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO NATAL

Genivaldo era um garoto que passava as tardes trabalhando como aprendiz de carpinteiro. Na parte da manhã, ele ia à escola, e sempre ouvia a professora dizer à sua mãe que ele era um péssimo aluno. E Genivaldo se entristecia e pensava: “Se eu não puder brincar na escola, não poderei brincar em lugar nenhum!… Por que trabalho tanto naquela oficina de carpintaria e ganho tão pouco?!… O Natal está chegando, e eu sei que a minha mãe não me deixará comprar um brinquedo. O Papai Noel não existe, e o Natal também não deveria existir!…”

Na véspera de Natal, Genivaldo não ficou surpreso quando ouviu sua mãe dizer: “Valdinho, eu reuni o meu salário e o seu e paguei as despesas. Temos que levantar a mão para o céu e agradecer por nos ter sobrado dinheiro para esta refeição farta. No ano que vem, eu prometo que conseguirei fazer sobrar dinheiro para lhe comprar o brinquedo que você desejar.”

Genivaldo pensou em dizer à sua mãe que ela não deveria fazer promessas que não poderia cumprir; mas, em vez disso, ele preferiu se calar e sorriu para não estragar a ceia que ela havia preparado com tanto carinho.

Uma hora depois, ele já estava deitado ruminando aquele pensamento que o entristecia profundamente: “O Papai Noel não existe, e o Natal também não deveria existir!…”

Naquela mesma noite, Genivaldo teve um sonho, que ele guardou na lembrança durante toda a sua vida. Ele sonhou que estava passeando em um imenso jardim, decorado com fontes e estátuas belíssimas. Ao seu lado, caminhava um homem, que lhe perguntou: “Você não gosta do Natal?” Genivaldo respondeu: “Não. O Papai Noel não existe nem mesmo em sonho, e o Natal também não deveria existir!…”

O homem sentou em um banco que parecia feito de cristal e convidou Genivaldo a sentar-se ao lado dele antes de dizer: “O Papai Noel talvez não exista… Mas eu existo, e o Natal precisa continuar existindo para que todos se lembrem do que eu represento.”

Confuso, Genivaldo perguntou: “Quem é você?!… E o que você tem a ver com o Natal?!… Eu pensei que o Natal só existisse para que as pessoas continuassem mentindo para as crianças que é o Papai Noel quem entrega os presentes!… São os pais das crianças que compram os brinquedos!… O meu pai morreu quando eu era pequeno, e a minha mãe é pobre, e eu trabalho e ganho pouco!… Não existe o Natal, e não existe esperança para gente como nós!…”

O homem disse: “A esperança não está à venda. A verdadeira nobreza é um estado de espírito que apenas o amor edifica. Todos somos iguais perante o Pai que nos criou. Eu sou Jesus.”

Quando Genivaldo acordou, sentiu-se renovado, porque ele havia aprendido, através de um sonho singelo e abençoado, o verdadeiro significado do Natal.

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ANGELINO, O ANJINHO

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Era véspera de Natal… Os anjinhos voavam alegremente, derramando bênçãos em todos os lares. Mas Angelino, que ainda era muito pequeno, começou a sentir-se sonolento e pensou que fosse desmaiar de cansaço. Apesar disso, ele era orgulhoso e não quis dizer para os outros anjinhos que eles estavam certos quando o aconselharam a não acompanhá-los, porque ele não conseguiria completar a viagem.

Angelino começou a voar de modo desajeitado… Seus olhinhos fechavam e abriam… Mas ele não pensou, nem por um segundo, em desistir… Ele continuou voando e cochilando, voando e cochilando até que uma visão encantadora atraiu sua atenção. Uma das casas, sobre as quais eles voavam, estava toda enfeitada à espera do Natal; e, no parapeito das janelas, havia botas de feltro, prontas para receber os presentes. Elas pareciam tão macias e quentinhas, e a noite estava tão fria!…

Angelino deteve-se no ar por alguns instantes, pensando na maravilha que seria repousar aconchegado em uma delas. Vencido pelo sono e pelo cansaço, após um breve momento de indecisão, ele voou em direção a uma delicada botinha cor-de-rosa e decidiu que seria ali mesmo que ele passaria a noite.

Pouco antes do amanhecer, os outros anjinhos, que retornavam da viagem, acordaram-no sorrindo. E Angelino, já refeito do cansaço, recusava-se a abandonar a caminha improvisada. Dois anjinhos mais velhos entreolharam-se e concordaram entre si que o único modo de convencer o amiguinho a partir seria transportando-o dentro da botinha. E, assim, os dois anjinhos seguraram cada um em uma extremidade da bota, que servira de abrigo para Angelino, e partiram na companhia dos demais.

Quando Mariangela acordou e foi procurar os presentes na botinha, que deixara no parapeito da janela de seu quarto, sentiu-se profundamente decepcionada ao verificar que ela havia sido roubada. Mas alegrou-se, em seguida, quando os seus olhinhos se depararam com uma pena brilhante que fora deixada no lugar da botinha. No instante em que Mariangela segurou a pena, inexplicavelmente, ela tomou conhecimento do que acontecera durante a noite. A garotinha sorriu ao imaginar Angelino dormindo em sua botinha lá no céu.

Vocês não acreditam nesta história?! Mas deveriam acreditar, porque eu sou Mariangela. Embora, naquela noite, a minha botinha não estivesse lá para receber os presentes que o Papai Noel costumava deixar, o maior presente eu já havia recebido: a visita de um anjo.

Sisi Marques

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HORA DA LEITURA!

Dragão Leitura

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